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	<title>comportamento &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/comportamento/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "comportamento"</description>
	<pubDate>Fri, 16 May 2008 05:02:59 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[ZM Architecture vence prêmio internacional de arquitetura com projeto auto-setentável ]]></title>
<link>http://ecotrendstips.wordpress.com/?p=626</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 03:02:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernanda Vasconcelos Torres</dc:creator>
<guid>http://ecotrendstips.wordpress.com/?p=626</guid>
<description><![CDATA[Vencedor do prêmio internacional Design Awards na categoria &#8216;Land and Sea&#8217; o estúdio e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:trebuchet ms;"><a href="http://ecotrendstips.wordpress.com/files/2008/05/solarlilypads.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-628 alignleft" style="float:left;" src="http://ecotrendstips.wordpress.com/files/2008/05/solarlilypads.jpg" alt="" hspace="5" vspace="5" width="200" height="175" /></a>Vencedor do prêmio internacional Design Awards na categoria 'Land and Sea' o estúdio escosses ZM Architecture apresentou um grande projeto de biodesign. O projeto prevê a realização de um sistema fotovolático flutuante com paineis solares que possam fornecer energia para a cidade de Glasgow.</span></p>
<div><span style="font-family:trebuchet ms;">Utilizando o discursso auto-sustentável o projeto propõe a criação de painéis solares no rio Clyde, na realidade um dos espaços mais amplos da cidade que possibilitaria desse modo a oportunidade de desfrutar todos os recursos naturais a sua disposição. Agora o projeto está sendo avaliado pela prefeitura da cidade que juntamente com um team de especialistas esta avaliando a capacidade de realização do projeto. </span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family:trebuchet ms;">Fonte: Rebeca Nunes/ <a href="http://mi-cajon.blogspot.com/" target="_blank">Cajon DeSastre</a></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Topa ser entrevistado(a)?]]></title>
<link>http://tatimolini.wordpress.com/?p=134</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 02:27:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>tatimolini</dc:creator>
<guid>http://tatimolini.wordpress.com/?p=134</guid>
<description><![CDATA[Estou fazendo uma matéria comportamental para uma revista que se chama Revista do Brasil (www.revis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Estou fazendo uma matéria comportamental para uma revista que se chama Revista do Brasil (<a href="http://www.revistadobrasil.net">www.revistadobrasil.net</a>) e preciso de 2 personagens para ela o mais rápido possível. Vocês conhecem alguém desta faixa etária e que aceite dar depoimento?</p>
<p>Preciso de um menino e uma menina, na faixa dos 13 aos 17 anos, de preferência, que tenham iniciado sua vida sexual por volta dos 13, 14 anos. <strong>IMPORTANTE: eles precisam topar ser fotografados.</strong> E melhor se a menina for bonita, daí dá capa (é sério rsrs).<br />
 <br />
A matéria é sobre comportamento, não haverá nenhum tom crítico, só uma análise do adiantamento do início da vida sexual, há inclusive estatísticas da UNESCO neste sentido.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Divulgação - Americana / SP]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=244</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 02:25:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=244</guid>
<description><![CDATA[IV JORNADA DE PSICANÁLISE COM CRIANÇAS
A diferença sexual [não] é brincadeira - 30 e 31 de Maio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>IV JORNADA DE PSICANÁLISE COM CRIANÇAS</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>A diferença sexual [não] é brincadeira - 30 e 31 de Maio de 2008</strong></p>
<p style="text-align:justify;">"As teorias sexuais revelam um enlaçamento estrutural entre o pulsional, o real do corpo e o saber da criança. Desde o início, a questão da diferença sexual está atravessada pelo trabalho do significante. A criança parte da premissa de que todos os seres têm o falo, de que nada falta ao Outro. A falta fálica comparece como primeiramente falta no Outro e só depois o sujeto pode simbolizar a diferença sexual.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a Psicanálise, a questão do sexo nos seres de linguagem se organiza em torno de um significantes que remete à ausência de um significante no campo do Outro, o falo. Haverá sempre uma impossibilidade de que um sujeito esteja alienado a um significantes último que defina sua sexualidade, há uma impossibilidade de tudo saber sobre seu sexo. Permanece algo do real do corpo com o qual o sujeito terá que se haver ao long de sua vida, pois a satisfação pulsional será sempre parcial.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a Psicanálise busca sustentar a dimensão do impossível quando se trata de sexualidade, o discurso da ciência introduz significantes que supostamente tornariam possível ao sujeito um tudo saber e um tudo dizer sobre se sexo, ao superpor a dimensão do organismo ao registro simbólico.</p>
<p style="text-align:justify;">Na infância, o brincar atualiza as diferentes posições que o menino ou a menina podem ocupar na passagem pelo Édipo-castração, organizando-se como um jogo significante. Neste sentido, a brincadeira é uma das formas, não a única, pelas quais podemos recolher os efeitos de simbolização da diferença anatômica em diferença sexual."</p>
<p style="text-align:justify;">LOCAL: AMA - Associação Médica de Americana</p>
<p style="text-align:justify;">INFORMAÇÕES: Espaço Psicanalítico de Americana (19) 3461-1069</p>
<p style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / </strong><a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br"><strong>flavia@pontolacaniano.com.br</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Depois que o furor passar...]]></title>
<link>http://revistadom.wordpress.com/?p=418</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 22:48:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Valmir Junior</dc:creator>
<guid>http://revistadom.wordpress.com/?p=418</guid>
<description><![CDATA[
&#8230;depois que a Parada de SP se for e todas as outras paradas desse Brasil acontecerem, o que, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://revistadom.files.wordpress.com/2008/05/parada-20072.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-421" src="http://revistadom.wordpress.com/files/2008/05/parada-20072.jpg?w=247" alt="" width="247" height="300" /></a></p>
<p>...depois que a Parada de SP se for e todas as outras paradas desse Brasil acontecerem, o que, impreterivelmente, vai acontecer é que se falará alguns dias do evento sobre uma série de assuntos. Já podemos utilizar o nosso <em><span style="text-decoration:line-through;">Madame Min premonitor Tabajara</span></em> senso de previsão:</p>
<ul>
<li>"Bateu outro recorde!", "Mais de 4 milhões na Paulista!" ou "Quanta gente, não conseguia andar!". Ou os mais maldosos: "Quanta gente feia!".</li>
<li>"Teve crime", "Roubaram o [insira um acessório] do [insira pessoa com qualquer grau de relacionamento com você]", "Mataram [insira alguém]". Ou os mais maldosos: "Só tinha puta, viado, ladrão e traficante! Tudo do mesmo saco!"</li>
<li>"Vi travestis mijando na rua", "Tinha um pessoal [insira verbo que combine com o tipo de droga que vem a seguir][nome da droga] nos banheiros químicos!", "Você viu aquele(s) casal(-ais) trepando em plena rua?". Ou os mais maldosos: "Só tem pintosa e drag-queen nessa merda!".</li>
<li>"Ah, as Paradas um dia foram boas!", "Tinha espaço na Paulista até pra dançar". As maldosas: "Carnaval de pobre!".</li>
<li>"Quanto gringo!", "Quanto gringo pra beijar!". Maldosas: "Só povo chique perdido pra gente ensinar a falar 'Vamos gozar?', néam?".</li>
<li>Novo provável assunto: "As festas que a [insira boate] fez roubaram a cena da Parada", "As bonitas foram todas pra Pool Party!". Os maldosos: "Parada só serve pra ter vááááárias festas boas na mesma semana. Que tudo!".</li>
</ul>
<p>E depois de alguns dias, os assuntos voltam a ser aqueles:</p>
<ul>
<li>"Madonna vem ao Brasil!"</li>
<li>"Bebi horrores, bil!", "Cheirei horrores, bi!", "Beijei horrores", "Trepei horrores!"</li>
<li>"Adoro [escolha entre sauna, festa do cabide, banheirão, cinemão, clube de orgia, etc.]</li>
<li>"Sem se drogar, não existe balada, sua careta!"</li>
<li>...</li>
</ul>
<p>A pergunta que fica: vai ter outro assunto além desse?</p>
<p>Eu bem que queria.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ao lado de um grande homem existe uma linda mulher]]></title>
<link>http://didiii.wordpress.com/?p=170</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 22:39:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Adriana</dc:creator>
<guid>http://didiii.wordpress.com/?p=170</guid>
<description><![CDATA[ 

Sempre ouvi essa frase: &#8220;Ao lado de um grande homem existe uma linda mulher&#8221;.Olhando]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><a href="http://didiii.files.wordpress.com/2008/05/pittjollie.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-169" src="http://didiii.wordpress.com/files/2008/05/pittjollie.jpg?w=300" alt="" width="300" height="288" /></a></p>
<p>Sempre ouvi essa frase: "Ao lado de um grande homem existe uma linda mulher".Olhando esse lindo casal a frase está super apropriada a eles...Ele se apaixonou apenas pela sua beleza? Claro que não, ele se apaixonou pela suas idéias, seu modo de ver a vida, de ver as pessoas a sua volta, um olhar que vê muito além do que qualquer pessoa veria...À vontade de ajudar quem precisa, ajudar quem não tem nada ou não tem uma família.Como o mundo seria muito melhor se todas as pessoas ajudassem o próximo...Ajudar não é só dar um alimento... É dar esperança, carinho, amor e uma nova vida a quem já sofreu tanto com as injustiças de um mundo que machuca quem tem tão pouco.O pouco para nós é muito para eles e só quem tem um grande coração e uma boa alma percebe isso...</p>
<p>Num mundo onde há tanta ganância, inveja e falta de carinho...Ela faz a diferença e mostra que com muito amor se faz uma linda família, uma família feliz e unida.</p>
<p>Amor, carinho, respeito e educação não custam muito e faz muito bem para quem recebe.</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Olha, o Ricardo Freire falar de vc...não tem preço.]]></title>
<link>http://ladyrasta.wordpress.com/?p=101</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 22:38:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lady Rasta</dc:creator>
<guid>http://ladyrasta.wordpress.com/?p=101</guid>
<description><![CDATA[Momento confissão: eu sou uma puuuuta folgada, tenho mania de achar que sei tudo, que entendo de tu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Momento confissão: eu sou uma puuuuta folgada, tenho mania de achar que sei tudo, que entendo de tudo...E o pior é que com essa minha autoconfiança toda, as pessoas acham meeesmo que as coisas que eu acho legais são legais de verdade (bom, ou então elas me enganam direitinho e eu acredito...). Mas a real é que eu nunca sei meeeeeesmo se convenci todo mundo sabia? Sei lá né, pode ser que elas só <em>digam</em> que é legal porque eu sou meio...ahn...persuasiva. Ou voluntariosa (que nem filho - filho da gente não é malcriado; é voluntarioso e tem espírito de liderança, capice?). Resumindo: sou um pouco dona da verdade meeeeeesmo (mas só um pouquinho...).</p>
<p>E não é que hoje, depois de dar uns pitacos (como todo mundo faz aliás - e talvez seja por isso que o <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/85567_comentarios.shtml?1311328#">blog dele </a>tem taaanta informação - porque ficamos à vontade, como se estivéssemos na nossa casa conversando entre amigos depois do almoço), o Ricardo Freire - que é pra mim o <a href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/281107/trecho_planeta.html">Fodão do Bairro Peixoto </a>em matéria de turismo aqui no Brasil (nota: isso é um <a href="http://www.leoni.art.br/post.php?titulo=o-planeta-diario">elogio</a>. juro!) - , escreveu um post falando das minhas dicas? Em outras palavras (imagino eu), dizendo que elas são mesmo legais - ou ao menos, dignas de serem levadas em consideração?</p>
<p>Sabe quando a gente tira 10 em tudo no boletim? Foi meio assim que me senti hoje...E é com os dedos embargados de emoção (gostaram? quem disse que Lady Rasta não sabe falar difícil?) que coloco o <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/85567_comentarios.shtml?1311328">post </a>aqui:</p>
<blockquote>
<h2>Um fim-de-semana para curtir São Paulo. Sugestões?</h2>
<h4>Ricardo Freire - 15/05/2008</h4>
<div class="dentro">
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Viajar no fim-de-semana para cidades grandes longe do litoral é tudo de bom: os hotéis têm tarifas em conta, o trânsito fluido deixa os táxis menos caros, e dá para curtir a vida cultural, gastronômica e de compras.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Se tudo isso já é bom em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, imagine em São Paulo. Pois a <strong>Dani</strong> está vindo neste fim-de-semana agora com o namorado e quer sugestões. Ela vai se hospedar no Itaim, quer ver qual é a dos bares da Vila Madalena e fazer umas compritchas em lojas descoladinhas, tipo as da </span><a href="http://www.galeriaourofino.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Galeria Ouro Fino</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, na rua Augusta.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A <strong>Flavia Penido </strong>se antecipou ao post já fez um roteiro completíssimo pra Dani, com cenas de consumismo explícito na </span><a href="http://www.docdog.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">DocDog</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, na </span><a href="http://www.duchacosmeticos.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Ducha Cosméticos</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, na </span><a href="http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/09/mac-all-races-all-sexes-all-ages.html" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">MAC</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> e na Bourjois do Iguatemi. Se não quiser se enfiar em shopping, pode seguir </span><a href="http://travel.nytimes.com/2008/05/04/travel/04surfacing.html?ref=travel" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">o roteiro de lojas nas ruas Aspicuelta e Girassol</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, na Vila Madalena, que o Seth Kugel deu aos leitores do New York Times semana retrasada. </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Para o sábado de tarde, a Flavia recomenda, e eu endosso, a feirinha de antigüidades, móveis e cacarecos da praça </span><a href="http://www.overmundo.com.br/guia/feira-benedito-calixto" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Benedito Calixto</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, em Pinheiros. Nas duas ruas ao longo da praça há também lojinhas interessantes de design. À recomendação mais comum, de almoçar no </span><a href="http://www.consuladomineiro.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Consulado Mineiro</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, a Flavia contrapõe a sugestão do </span><a href="http://www.seurestaurante.com.br/restaurante.php?id_rest=299" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">São Benedito</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">. Eu bateria um pouquinho mais de perna (duas quadras) e iria até a cantina </span><a href="http://www.buttina.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Buttina</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, onde é servido aquele que eu considero o prato mais paulistano jamais inventado: spaghetti com couve e lingüicinha :-)</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Querendo fazer um programa matutino cultural -- tanto faz no sábado ou no domingo -- a sugestão incontornável número 1 é a dobradinha </span><a href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/museudalinguaportuguesa/index.html" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Museu da Língua Portuguesa</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> + </span><a href="http://www.pinacoteca.org.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Pinacoteca do Estado</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">. Ficam um em frente ao outro, e dá para chegar de metrô (estação Luz). </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">No sábado, dá para emendar com um chopinho e canapés alemães no </span><a href="http://www.barleo.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Bar Leo</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">. </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">No domingo o Bar Leo fecha, então o jeito é ir ao Mercado Municipal. (Mas eu não enfrentaria a fila nem do sanduíche de mortadela nem do pastel de bacalhau; o recheio é tão exagerado -- e tão sem-graça -- quanto a espera.) </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Para botecar à noite, a Flavia desaconselha a Vila Madalena e indica o alternativo </span><a href="http://www.cbbar.com.br/site/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Casa Belfiore</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, na Barra Funda, ou o moderninho </span><a href="http://www.drosophyla.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Drosophyla</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, numa travessa entre a Consolação e a Bela Cintra (lado Centro). </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Ali pertinho tem um restaurante superindicado pela Flavia, e que eu também adoro, o </span><a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/restaurantes/est0101193.html?enderecoID=0c26c7da93050110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">La Frontera</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, um argentino com jeito de Palermo. Essa região --  no entorno do cemitério da Consolação -- está acontecendo gastronomicamente; o <em>Guia do Estadão </em>batizou o ponto de "Consoleta", numa alusão à Recoleta portenha. Por ali outro restaurante imperdível é o </span><a href="http://www.akdelicatessen.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">AK Delicatessen</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, de culinária judaica rejuvenescida. Para jantar sem gastar muito, dá para ir, duas quadras para cima, ao </span><a href="http://www.sujinho.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Sujinho</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, onde se come uma bisteca fenomenal. </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Falando em BBB, é difícl comer uma pizza em São Paulo que não seja ótima. Já que todas as pizzarias valem a pena, eu costumo indicar, então, a pizzaria mais bonita: a </span><a href="http://www.veridiana.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Veridiana</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, em Higienópolis.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Eu não concordo totalmente com a Flavia quanto à Vila Madalena, não; acho que para um visitante o fervo da rua Aspicuelta continua bacana. Eu gosto sobretudo do menorzinho dos bares da rua, o </span><a href="http://guiadasemana.com.br/detail.asp?ID=8&#38;cd_place=174" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">São Cristóvão</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">. </span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Dois lugares que funcionam como bar e restaurante são o eternamente-na-moda </span><a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/restaurantes/est0101183.html?enderecoID=f4ac86db7b252110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Spot</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, perto da Paulista (na lista da Flavia), e sua versão desencanada (e simpatizante), o </span><a href="http://www.mestico.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Mestiço</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, perto da Consolação. Para um bar "arrumadinho", a Flavia indica o </span><a href="http://www.obaoba.com.br/dry" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Dry</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, nos Jardins (e manda chegar cedo).</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Não precisa ser dessa vez, mas eu sugiro que em alguma vinda a São Paulo você tome um drink admirando o skyline da Paulista em dois mirantes opostos. No </span><a href="http://www.terracoitalia.com.br/ambientes.htm" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Terraço Itália</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, para ver o skyline da Paulista do lado do Centro...</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">... e no terraço do </span><a href="http://www.hotelunique.com.br/" target="_blank"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Skye</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">, no Hotel Unique, para ver o skyline da Paulista do lado dos Jardins.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Para encerrar a visita, no domingo, a Flavia sugere a paleta de cordeiro do </span><a href="http://guiadasemana.uol.com.br/detail.asp?/Gardenia/GASTRONOMIA/SAO_PAULO/&#38;a=1&#38;ID=2&#38;cd_place=449&#38;cd_city=1"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Café Gardênia</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> (os proprietários criam os bichinhos em sua própria fazenda). O bom de lá é que dá para fazer a digestão entre CDs e livros na Fnac, que fica praticamente ao lado.</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">(Mas eu não sairia de São Paulo sem ter comido o polpettone do </span><a href="http://guiadasemana.uol.com.br/detail.asp?/Jardim_de_Napoli/GASTRONOMIA/SAO_PAULO/&#38;a=1&#38;ID=2&#38;cd_place=531&#38;cd_city=1"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Jardim de Napoli</span></a><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> -- um prato que pode fazer você se mudar para São Paulo de vez..)</span></p>
<p><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Antes de terminar, ainda no quesito gastronomia, alguns dos meus outros favoritos na cidade:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu árabe favorito: <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/restaurantes/est0100656.html?enderecoID=77d83cb071f12110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank"><span style="color:#cc6600;">Tenda do Nilo</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu Carlota favorito: </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;"><a href="http://www.carlota.com.br/" target="_blank"><span style="color:#cc6600;">Carlota</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu beirute favorito: <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/comidinhas/est0100309.html?enderecoID=db9f89c084331110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank"><span style="color:#cc6600;">Frevo</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu japonês na Liberdade favorito: <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/restaurantes/est0101028.html?enderecoID=09b1e7ab72d22110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank"><span style="color:#cc6600;">Sushi Lika</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu chinês de verdade favorito: <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/64901_comentarios.shtml?1311328" target="_blank"><span style="color:#cc6600;">Campeão</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu oriental contemporâneo favorito: <a href="http://www.eastrestaurante.com.br/" target="_blank">East</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">Meu clássico no Centro favorito: <a href="http://www.lacasserole.com.br/" target="_blank">La Casserole</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:#666666;">E você? Tem alguma sugestão para confundir ainda mais a cabeça da Dani? Manda!</span></p>
</div>
</blockquote>
<p>Querido, super super super obrigada...Os que frequentam o seu blog vivem te chamando de comandante e de guru, e talvez quem não esteja acostumado  ache isso muita babação. Mas vc sabe que não é né? A gente se sente meio assim mesmo. E fiquei feliz de verdade.</p>
<p>E sabe do que mais? Sou uma paulistana convicta. Daquelas que amam essa cidade, com tudo de bom e ruim que ela tem. E como todo ser apaixonado, quando estou "de bem", só consigo olhar para as qualidades do ser amado, esquecendo todos os defeitos (até pegar o próximo congestionamento,  bien compris...hehehe).</p>
<p>Ah! Tirei as fotos porque não sabia se podia colocá-las aqui ou não. Se vc achou que tem que ser diferente, por favor me fala que eu arrumo!</p>
<p>P.S. Posts sobre São Paulo que eu já escrevi:</p>
<p><a href="http://ladyrasta.wordpress.com/2008/04/01/eita-sao-paulo-animada/">Eita São Paulo animada </a></p>
<p><a href="http://ladyrasta.wordpress.com/2007/08/10/a-patrulha-cultural/">A Patrulha Cultural </a></p>
<p><a href="http://ladyrasta.wordpress.com/2007/01/10/porque-eu-gosto-de-sao-paulo/">Porque eu gosto de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://ladyrasta.wordpress.com/2007/01/10/porque-eu-gosto-de-sao-paulo/"></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Amy Winehouse choca a todos com suas últimas fotos]]></title>
<link>http://dehvipper.wordpress.com/?p=549</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 21:00:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>farmarcos</dc:creator>
<guid>http://dehvipper.wordpress.com/?p=549</guid>
<description><![CDATA[As últimas fotos que circulam na net de Amy Winehouse realmente chocam qualquer um. Ela foi fotogra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">As últimas fotos que circulam na net de Amy Winehouse realmente chocam qualquer um. Ela foi fotografada em um parque na presença de Kristian Marr, em Londres.</p>
<p style="text-align:justify;">Dona de um talento indiscutível, é lamentável ver que hoje, ela encontra-se dessa maneira.</p>
<p style="text-align:justify;">As imagens falam por si só!</p>
<p style="text-align:justify;">Clique nas imagens para ver em tamanho original...</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://farmarcos.files.wordpress.com/2008/05/amy-winehouse-1.jpg"></a><a href="http://farmarcos.files.wordpress.com/2008/05/amy-winehouse-1.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://farmarcos.files.wordpress.com/2008/05/amy-winehouse-1.jpg"></a> <a href="http://dehvipper.files.wordpress.com/2008/05/amy-no-parque-deh-vipper-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-550" src="http://dehvipper.wordpress.com/files/2008/05/amy-no-parque-deh-vipper-1.jpg?w=300" alt="" width="477" height="335" /></a><a href="http://farmarcos.files.wordpress.com/2008/05/amy-no-parque-farmarcos-01.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Poxa vida, uma mulher com uma veia musical pulsante, ganhadora de um tantão de prêmios, se acabando em bebidas, crack, heroína, cocaína, maconha... se bobear deve estar até bebendo gasolina e cheirando Baygon®*...</p>
<p style="text-align:justify;">* A respeito do Baygon®, eu vi um uma comunidade do orkut dedicada à cantora. O comentário surgiu após a divulgação das fotos na comunidade com o seguinte título ""montagem" de novo?". Alguns fãs mais alienados e fanático alegam entre muitas coisas que as fotos são montagens...</p>
<p style="text-align:justify;">Vou deixar aqu alguns dos comentário que li na comunidade (feito escolhidos pelo membro ZECA):</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ff0000;">TOP 10 Best Comments - Os Melhores Comentários</span></strong></p>
<p>01 ) “Amy: Da Etiopia para o mundo”</p>
<p style="text-align:justify;">02 ) “vamos fazer a campanha: Um acarajé pra Winehouse !”</p>
<p style="text-align:justify;">03 ) “sera que magreza afeta as cordas vocais?!”</p>
<p style="text-align:justify;">04 ) “a amy eh linda ate qndo ta feia”</p>
<p style="text-align:justify;">05 ) “eu vou nela ó”</p>
<p style="text-align:justify;">06 ) “mais uma coisa eu admito; ela corre com classe! olha o biquinho que formosura”</p>
<p style="text-align:justify;">07 ) “pq sera que a Amy esta correndo aparentemente em um parque, de sutiã, assobiando...?!”</p>
<p style="text-align:justify;">08 ) “quero ser vagabunda tb!”</p>
<p style="text-align:justify;">09 ) “quando a pessoa está muito abaixo do peso, quando faz algum esforço físico aparece o tendão.”</p>
<p style="text-align:justify;">10 ) “Bom, se for verdade só tem um jeito: -SAI CAPETA!!!”</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><strong>Top Diálogo Toxicológico</strong></span></p>
<p>11 ) “como pode alguém que está dependente de crack, cocaína, álcool, cryltal meth, maconha, heroína, cigarro, ecstasy, LSD, haxixe, barbitúricos, anfetaminas, solventes, merla, morfina, ópio e soníferos pode estar bem?”</p>
<p style="text-align:justify;">12 ) “Você nã osabe se é isso que ela usa. Então, não diga o que não sabe”</p>
<p style="text-align:justify;">13 ) “é via de regra a troca de diversas drogas para rebater o efeito de outra”</p>
<p style="text-align:justify;">14 ) “Procuraste no google,foi??? Esqueceste do baygon,querido...Ela toma todo dia...”</p>
<p style="text-align:justify;">15 ) “ela não é usuária de Baygon pois Baygon sufoca e não dá onda”</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><strong>Top Comentários Úteis-que trouxeram algum conteúdo</strong></span>.<br />
16 ) “Mostra pros seus fãs que vc tem força de vontade e de um exemplo pra idiotas que se envolvem com drogas - considero-me um idota tbm por ter entrado nessa furada! sem mais... so lamento” (por Farmarcos)</p>
<p style="text-align:justify;">17 ) “mas acho que a vontade e o pensamento da galera toda, como eu, que também sou fã, é que ela, pelo menos, dê uma maneirada. não no intuito de dar uma de de bom samaritano nem nada, mas porque a galera ainda quer vê-la mandar trampos novos por aí, e fazer a alegria dos fãs dela” (por marcelo)</p>
<p style="text-align:justify;">Na minha opinião, o melhor comentário (por ser o mais engraçado) não entrou para a lista.</p>
<p><em>"Bom, a primeira foto q postaram.. só um comentario..já foi dito pelo pai dela q ela é bulimica, certo? Conheçi algumas bulimicas que ficam com essa barriga saliente, que lembra "barriga d´agua"...mas não sei explicar o pq que elas ficam assim..(pernas finas e barrigudas)."</em></p>
<p style="text-align:justify;">Algumas fontes ligadas à cantora afirmam que ela está magra em demasia devido a um treinamento físico pesado, pois para quem não sabe, Amy pretende participar das olimpíadas de Pequim. Prova disso são imagens  da cantora em uma maratona. Veja a foto abaixo:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://farmarcos.files.wordpress.com/2008/05/amy-farmarcos-pequim-1.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://dehvipper.files.wordpress.com/2008/05/amy-deh-vipper-pequim-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-551 aligncenter" src="http://dehvipper.wordpress.com/files/2008/05/amy-deh-vipper-pequim-1.jpg?w=227" alt="" width="328" height="437" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">em, isso é somente uma brincadeira. O que sabemos é que Amy tem que tomar vergonha na cara ese tratar direito e parar de usar a desculpa "I told I was trouble" (Eu avisei que eu era um problema)</p>
<p style="text-align:justify;">Fontes:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://os3blogueiros.blogspot.com/2008/05/amy-winehouse-choca-com-sua-magreza.html">http://os3blogueiros.blogspot.com/2008/05/amy-winehouse-choca-com-sua-magreza.html</a><br />
<a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11239991">http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11239991</a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:right;">©farmarcos®</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Performance Inesperada]]></title>
<link>http://talkability.wordpress.com/?p=1057</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 20:52:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Monica Pedro</dc:creator>
<guid>http://talkability.wordpress.com/?p=1057</guid>
<description><![CDATA[ 
A performance é legal, mas a cara das pessoas é melhor ainda&#8230;

 
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>A performance é legal, mas a cara das pessoas é melhor ainda...</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/RgZuHlDuulk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/RgZuHlDuulk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Assim eu morri]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:32:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
<guid>http://defyuri.wordpress.com/?p=91</guid>
<description><![CDATA[Em um dia qualquer de abril de 1974, aqui estou praticamente em pele e osso. Quem diria que um dia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Em um dia qualquer de abril de 1974, aqui estou praticamente em pele e osso. Quem diria que um dia eu chegaria a essa situação: emagrecido, vestido de trapos, comendo milhos verdes e pedaços de raízes. São 4 horas da tarde e os raios do sol parecem holofotes e conseguem me cegar momentaneamente. Acabei de sair da mata fechada, onde nessa mesma hora já parece noite, pois o sol passa com dificuldade pelo topo das árvores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Mal consigo ficar de pé, estou deitado, às vezes consigo ficar agachado. Enquanto me alimento, vêm à cabeça várias lembranças - já se passaram muitos anos desde que eu era apenas um aluno da escola técnica. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Me lembro dos ringues: quando era um temível campeão de pesos-pesados do Botafogo. De Maria Lanski, a universidade onde estudei na Checoslováquia e onde brotou em mim, com mais força, a vontade de mudar o meu país, de libertar o meu povo, de vê-lo levando uma vida digna, de ver a justiça sendo justa. Enfim, de compartilhar a liberdade e a igualdade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Quem diria que eu, um ex-oficial do Exército, estaria nessa luta? Minha determinação fez com que os altos oficiais das Forças Armadas tremessem. Eles me conhecem e reconhecem minha inteligência, coragem e sagacidade, mesmo com todas as diferenças ideológicas. Eles sabem que eu sou <em><span style="font-family:Arial;">O estrategista</span></em>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">É, eu já não sou um simples subversivo. Sou o principal comandante da guerrilha e eles não aceitam um negro como o maior oponente, o maior inimigo - isso eles não aceitam. Porém, toda a região do Araguaia está sob meu controle. Uma região inteira livre dos algozes do seu próprio povo, da sua própria pátria. E tal qual chacais, eles não desistem e se tornam incansáveis quando almejam beber sangue - beber o meu sangue. A situação está cada vez mais difícil. Pressinto que minha luta está chegando ao fim. Será que a guerrilha também está? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Essa pobre população já não nos apoia. Não por serem contrários - eles sabem de nossa luta e reconhecem os progressos alcançados. Foi provado que era possível mudar essa triste realidade marcada pelo descaso. A população não nos apoia por estar sendo massacrada, humilhada e esmagada pelos coturnos do estado, e pela omissão, pelo desconhecimento do restante da população brasileira. Que sequer sabe onde fica o Araguaia. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Araguaia. Ô Araguaia. Terra que é o palco de um sonho e que agora se alimenta de muitos dos meus companheiros e de muitos inocentes. Muitos camaradas estão à beira da morte - é questão de tempo.  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O meu caso não é diferente, a malária me consome, a febre é incessante e eles estão no meu encalço - como carrapatos. Eles estão aos milhares: Exército, Marinha, Aeronáutica. Sinto o cheiro deles - sinto o cheiro da morte pairar sobre a mata.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Fui informado de que esta é a maior movimentação militar em solo brasileiro, desde a guerra do Paraguai. Será que o restante do Brasil sabe o que acontece aqui? Não. Deve estar nos preparativos para mais uma copa do mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Aqui estou 37 anos. Posso morrer agora, mais meu sonho vai continuar, minha alma não será aprisionada, muito menos meus ideais. Não estou conseguindo raciocinar direito, acho que estou delirando. Os grãos de milho descem com dificuldade pela minha garganta. Tenho que me alimentar. Preciso resistir, eu vou resistir De repente meus pensamentos são interrompidos. Ouço o meu nome. Quem estaria me chamando? Observo à volta e só vejo um rapaz . Ele me chama novamente. Tenho uma sensação estranha. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Apesar de tudo e de nem conseguir raciocinar direito, respondo com um aceno. Mal abaixo o braço e já sinto meu peito sendo rasgado por um tiro, e esse é só o primeiro de muitos.  A dor é tanta que me anestesia. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Por que esse rapaz fez isso? Será que o fez por convicção ou pelo dinheiro dos que me caçam? Em meio à agonia, ainda tento compreender. Os espíritos da mata que me protegem não se manifestaram. Será que me salvaram deste fim? Talvez eles não me queiram mais aqui. Talvez me queiram mais próximo. Eu ouço incessantemente o meu nome - Osvaldo Orlando Costa, <em><span style="font-family:Arial;">Comandante Osvaldão</span></em>. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A respiração é cada vez mais difícil. O sangue quente sai pela minha boca e quando tento respirar ele retorna pelo nariz. Eu sinto frio. Eu tenho espasmos. Ainda consigo ver vários homens se aproximando. Sinto os chutes, as cusparadas , as risadas e o deboche. Sou arrastado e amarrado no esqui de um helicóptero. Ouço os tiros - eles festejam. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O helicóptero ganha altura e sou exibido como uma caça - um troféu. Pelos céus de São Domingos, pelos céus do Araguaia. Minhas últimas visões são o verde da mata. O azul do céu, o preto da minha cor e o vermelho que se esvai do meu corpo e pinga sobre a terra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Que essa irrigação renda frutos, pois eles me mataram. Mais não matarão minha alma, meu sonho de ver um país livre, em que a igualdade prevalece sobre a tirania. Onde a miséria fosse extinta, eram tantas as coisas que eu pretendia, porém minha parte foi feita para que outros dêem prosseguimento aos ciclos de lutas que vieram desde Zumbi. Passaram por tantos, passaram por mim e continuarão. Mesmo que tentem ignorar esse capítulo da história brasileira. </span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:#000000;font-family:Arial;">Leiam também: <span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><a href="http://defyuri.wordpress.com/2008/05/14/zumbi-osvaldao-e-minha-correria/"><span style="color:#800080;">Zumbi, Osvaldão e minha correria</span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:#000000;font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> </span><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">– Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> <span style="color:#000000;">&#124; <strong>05/09/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esse é o Terceiro Setor?]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=90</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:28:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
<guid>http://defyuri.wordpress.com/?p=90</guid>
<description><![CDATA[Leitores: desde a semana passada fui surpreendido com informações que davam conta que um artigo me]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Leitores: desde a semana passada fui surpreendido com informações que davam conta que um artigo meu estava circulando em um desses grupos de discussão da Internet, mais precisamente do “Terceiro Setor”. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;">
<div style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Ao acompanhar algumas das mensagens que me foram encaminhadas fiquei ainda mais surpreso. Confesso que hoje em dia isso está cada vez mais difícil. Peço compreensão aos que me acompanham todas as semanas, pois serei obrigado a utilizar esse espaço para expor, sem cortes ou retoques, quem são e o que pensam alguns participantes dessa lista de discussão, que pretende ser um espaço “que visa promover o intercâmbio entre pessoas e instituições que tenham interesse na cidadania e em projetos sociais e socioculturais, marketing na área social e responsabilidade social. Interessados em conhecer, atualizar, debater e compartilhar questões e experiências ligadas ao Terceiro Setor, promovendo assim a ajuda e o crescimento mútuo”. Será ? Vamos adiante: nesse espaço que tem a intenção de ser “democrático” e de apontar “soluções”, fui julgado e amplamente atacado por “pessoas” que se consideram o verdadeiro “supra sumo do pensamento social”. Esses, na falta de algo mais produtivo para fazer na prática, me utilizaram para extravasar suas frustrações e/ou temores, pois fica claro, digo, escuro que represento aquilo que eles mais temem: a voz dos que não tem voz. E isso os abala profundamente. Por que eles não querem nos deixar falar, eles querem falar por nós.</span></div>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Ao renegarem a realidade exposta no artigo “Desgraçados”, mostram o quão longe da realidade se encontram. Fiquei pensando: se essas pessoas andam nas ruas? Será que elas têm capacidade de analisar o que acontece? Ou será que a função deles é justamente dar suporte ao que aí está? Gostaria de frisar que, de início, fiquei na dúvida se as mensagens eram realmente de pessoas do terceiro setor – as que conheço, e me incluo nesse grupo, almejam uma melhor qualidade de vida para a população como um todo e não têm as características que descreverei na seqüência.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Só que para a minha decepção e de muitos que tiveram acesso às mensagens ficou nítido que o discurso bonito e trabalhado esconde características vitais daqueles que se beneficiam e fazem a manutenção desse estado de caos em que vivemos, com comentários que fariam Plínio Salgado vibrar de felicidade! Foi um verdadeiro show de como ser arrogante, reacionário, estúpido, prepotente, preconceituoso, intolerante, incapaz de lidar com as diferenças e agressivo – e olha que me chamaram disso! Parabéns! Pelo menos, nisso eles acertaram!!! Posso parecer agressivo para aqueles que vivem em redomas, porém posso também ser um exemplo de “estar pacífico” para os que vivem em meio a guerra.<br />
A pior agressividade não está contida nos palavrões, nas gírias ou na linguagem de parcela majoritária da população que os hipócritas consideram “chula”, “pobre”, “tosca” e “rude”. Esta parcela majoritária que clama por justiça e por socorro das mais diferentes formas – e nem assim é ouvida, é atendida. Talvez por que sua fala seja interpretada como algo “despreparado de bom senso” ou não é “civilizadamente educada”. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A pior agressividade que é o estopim da violência, do ódio, vem oculta em falas requintadas, que tem como objetivo manter a situação a nossa volta inalterada. É essa agressividade que nos coloca, que coloca a maioria como vítimas preferenciais de um genocídio meticulosamente planejado. Genocídio esse que nos é apresentado das mais diferentes maneiras: falta de emprego, trabalho, acesso à justiça, saúde, alimentação, moradia, segurança, educação – que nos impede de conhecer a nossa história verdadeira, de conhecermos os nossos referenciais, de resgatarmos ou adquirirmos a auto-estima e nos apropriarmos da nossa própria história. E também de expressarmos nossa opinião. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Esse genocídio também se apresenta de maneira mais impiedosa através de dois braços. Um deles é a polícia, que tem suas estruturas necrosadas pela corrupção e passa longe da cidadania, dos Direitos Fundamentais do Homem, e seu foco de resistência interna é pouco ou é grande e omisso. E termina por ser uma cópia oficial ou legal, do outro braço que é o crime. Falo mais diretamente do tráfico (drogas e armas) que têm como parte exposta os “singelos” comerciantes de comunidades de baixa renda e seus empregados, que acabam por se tornar o inimigo perfeito e, diga-se de passagem, reciclável. E devido ao descaso da sociedade, a fila de espera é enorme.<br />
O “suicídio” no crime às vezes se apresenta como solução para se estar momentaneamente inserido nessa sociedade onde o requisito básico para ser respeitado e notado é ter dinheiro. O poder é conseqüência deste. E o pior é que a ignorância e a hipocrisia vigentes legitimam tudo isso. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Posso afirmar que não existem um Estado oficial e outro paralelo, existe sim um único Estado promiscuo, que nos oferece diariamente a insegurança e o derramamento de sangue – muito sangue. E quem financia isso? Será que estou conseguindo me fazer entender? Vamos em frente: Novamente eu pergunto - quem são os financiadores dessa situação? Quem perde um “trocado” para não ser preso? Quem, para manter o seu prazer, estimula o derramamento de sangue, o derramamento de armas? Quem corrompe? Quem tenta, das mais diferentes formas, se isentar das responsabilidades e não admitir estar contribuindo com toda essa situação? Quem? Vamos, me digam!<br />
Na dúvida, para responder essas perguntas peço que leiam novamente o artigo <span style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;"><a href="http://defyuri.wordpress.com/2008/05/15/desgracados/" target="_blank"><span style="color:#800080;">”Desgraçados”. </span></a></span><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"></span><font face="Arial"></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"> </p>
<p></font></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Eu tento descrever o cenário de terror por que passam milhares de pessoas comuns, vítimas das mais diferentes formas de violência e, principalmente do preconceito, do racismo que afloram justamente naqueles que deveriam estar aptos a decifrar esse código caótico de violência e, a partir daí, buscar um ponto norteador para a mudança da nossa triste realidade. Essa incapacidade é algo realmente lamentável e infeliz. Afinal essas não são pessoas esclarecidas detentoras do saber? Profundas conhecedoras de tudo e de todos? Será que não conseguem entender o significado do termo “Desgraçados”? Não posso acreditar que pessoas habituadas a ler Foucault, Marx, Sartre, Rosa de Luxemburgo, Smith, Leonardo Boff, Da Matta, Skidmore, Bastide, Simone de Beauvoir, entre outros, não tenham a capacidade de interpretar e analisar corretamente um artigo que expõe a opinião de um cidadão oriundo da cultura Hip Hop – cultura essa que eles não tem idéia do que significa, seja por ignorância, preconceito ou má informação. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Para esses, digo que sou oriundo da maior manifestação de massas excluídas de todo o mundo. Seu nome: HIP HOP. Minha atitude de transpor os até então intransponíveis dogmas ideológicos assustou, não é mesmo? Talvez isso seja só o começo do que virá. Ou não! Realmente não dá para acreditar! Seria bom – nem sei se é possível - que nessas horas eles se apegassem ao conceito de humildade e admitissem que existe muita coisa além da redoma que os cerca e que os aprisiona, física e mentalmente. De nada servem as estantes repletas de livros. Os diplomas tomando as paredes. Isso não serve para nada se as mangas não forem arregaçadas e a “massa” mexida e estimulada. De nada servirão.</span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Torço para que as tarimbadas pessoas as quais dedico de coração este artigo não façam escola dentro do Hip Hop. Imaginem: daqui a pouco muitos podem ser tomados, não por um sentimento de agir e mudar, mas apenas pelo oportunismo e na intenção do lucro fácil. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Passem a utilizar iniciativas sociais importantes apenas com intuito de autopromoção e para chamar a atenção momentaneamente para um trabalho de qualidade e caráter duvidoso. Ainda bem que isso é só no campo da possibilidade, ou será que isso já acontece? Tomara que nós do Hip Hop estejamos livres dessa chaga... De volta às mensagens. Em uma delas, inclusive, constava a afirmativa de que eu estaria sob efeito de drogas quando escrevi o polêmico artigo. Devo parabenizar o agressor. Ele acertou em cheio. Eu não só estava sob efeito, como ainda me encontro, neste momento, sob o efeito de várias “drogas”: indignação, sofrimento, dor, frustração, revolta, esperança, fé, liberdade, amor ao próximo, são algumas delas, as quais estou sendo obrigado a usar regularmente e que me guiam pelas escaramuças dessa vida. Espero, um dia poder utilizar apenas a liberdade, a fé e o amor ao próximo, que já não estarão na condição de drogas. É obvio que esse indivíduo não entenderá meu trocadilho, para ele não terá propósito. Fazer o quê? É somente mais um alienígena vil, que demonstra não ter idéia das conseqüências e implicações de sua afirmativa. Eu nem deveria citar esse caso, pois isso é o máximo que um ser medíocre e irracional consegue fazer. E ainda se intitula exemplo de alguma coisa: da moral e blá, blá, blá. É lamentável! Realmente lamentável. Mais uma vez peço compreensão aos meus leitores habituais. É importante que todos saibam como pensam essas pessoas e tomem cuidado quando indivíduos com as mesmas características aparecerem com seus incríveis projetos e preocupações sociais, que na prática não visam nada. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Aliás, só visam nos silenciar, nos manter sob controle. Se algum desses resolver abordá-los, respondam: não! Eu faço a minha parte no mundo real! Ou se estiverem inseridos em algum projeto social, digam: eu sou do Terceiro Setor que faz! Quero frisar que nem tudo está perdido. Existem “exceções” nessa lista do Terceiro Setor. Boas exceções, diga-se de passagem. Agradeço a estes não só pelo apoio e sim pela capacidade de discernir – vocês são realmente uma exceção. E digo que ainda há tempo de vocês procurarem um grupo melhor preparado, mais democrático e menos hipócrita. Confesso que cheguei a pensar em publicar algumas mensagens para vocês, leitores, tirarem suas conclusões, porém, acredito que temos assuntos muito mais importantes para publicar nessa coluna. E não vale a pena ficar dando muita visibilidade para alienígenas – vai que eles conseguem nos lobotomizar! Brincadeira. Sabemos que isso é impossível. Obrigado a todos que me enviaram mensagens de apoio ou não. Parabéns pela participação. O debate sobre temas polêmicos se faz necessário para que se encontrem soluções para as nossas mazelas reais e não virtuais.</span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:center;" align="center"><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">“Mais uma vez o soldado anti-sistema pega o microfone, Facção Anti-Sistema – aqui Erick 12. Tô de campana a mais de uma semana... e o inimigo avança, metranca - tá aqui. Minha mente é munição, concentração, pé no chão – eu tô firmão. Capaz de fazer guerra pra ter paz, paz! Se pra você tanto faz? Então aqui jaz. Quem não cola é pipoca. Quando a chapa esquenta estoura. Um click – não se mexe! Mais um virou história. Agora é hora, de examinar a tática do pelotão. Pois quem não ouve com paciência, não decide com precisão. Televisão. Alvo 1 – Bum... atacar! Falar o que o povo necessita, fala paras os manos que maconha é uma merda. Essa é a idéia...”<br />
</span></em></p>
<div style="margin-bottom:12pt;text-align:center;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><br />
Facção Anti- Sistema</span></div>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Reclamações, elogios, ameaças:<span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> <a href="mailto:def.yuri@gmail.com">def.yuri@gmail.com</a></span></p>
<p></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:7.5pt;font-family:Verdana;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>30/08/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Até tu, Cuba?]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=89</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:16:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acabo de ler mais um capítulo do livro Sombras do Paraíso*, escrito por um grande camarada chamado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Acabo de ler mais um capítulo do livro <em><strong><span style="font-family:Arial;">Sombras do Paraíso*</span></strong></em>, escrito por um grande camarada chamado Antônio Rangel Bandeira, que aborda a questão do racismo na ilha de Fidel Castro. Ao acompanhar a narrativa, eu percebia as incríveis semelhanças entre a nossa democracia racial e aquela ditadura de esquerda, que apesar de avanços significativos em algumas áreas, em outras primordiais peca e peca feio. Tanto em Cuba quanto no Brasil, "os negros têm que cometer suicídio, enquanto negros, para poderem existir enquanto brasileiros ou cubanos". Estou citando a fala de alguém. Seria Skidmore? Deixa pra lá ...quando lembrar eu falo. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">É fato ter que renegar suas tradições culturais e religiosas para dar suporte ao regime. O próprio Fidel disse que "o cubano é visceralmente racista" e, em entrevista a Frei Beto disse que quando estava na escola perguntou ao professor do elitista Colégio Belém por que não havia negros na sala de aula. A resposta é digna do racismo cordial brasileiro: eles (negros) não se sentiram bem entre brancos". Como forma de aplacar a luta por direitos nos Estados Unidos, o governo impôs a integração racial. Em Cuba não foi diferente. Lá há escolas só para negros, só para brancos e só para mestiços. Parece que estou falando do apartheid sulafricano, não é mesmo? Porém, esse último na lei acabou - no dia a dia, não sei. <span> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">E, após todas as "classes", em Cuba, chegarem juntas ao poder, as divisões foram inevitáveis. É bom observar que o antigo ditador Fugêncio Batista era negro e tinha uma grande rejeição por parte da população "esclarecida". Esse detalhe aliado a outras características menos nobres foram o combustível para a revolução - por que será que ninguém fala disso? Imediatamente me vem a cabeça uma reportagem que vi sobre uma reunião dos líderes de um partido bastante popular no Brasil, na qual só foi possível observar dois ou três negros - isso é só um detalhe, mas eu, particularmente, prefiro que tenham poucas pessoas que realmente representem ou outros que compartilhem da causa, do que uma multidão de alienados e/ou manipulados.  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Assim como no Brasil, apesar das proibições no que diz respeito às estatísticas sobre o tema, Cuba é constituída por maioria negra. Dados apontam que 65% a 70 % da população são afrodescendentes, quero dizer, negros e mulatos, pois afrodescendentes são todos os seres humanos. Mas será que racista é ser humano? Apesar dessa grande maioria, apenas nove negros ou mulatos fazem parte do grupo de 148 membros do comitê central do Partido Comunista Cubano e só dois negros integram os 14 membros do Politburo, núcleo central do poder - vejam que exemplo de igualdade e de integração! Vale frisar e reconhecer que a revolução cubana "favoreceu" as populações pobres, em boa parte, constituída por negros e mulatos. É de se esperar que eles tenham se tornado o grande suporte do regime. Segundo o escritor Antônio Rangel Bandeira, em contrapartida, o regime cobra pesado por haver melhorado a situação dessa gente. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O negro que não se encontra "integrado", que não se diz comunista é mais maltratado que o branco nessa condição. É considerado duplamente traidor: da revolução e da raça. Como em um grande país da América do sul, a polícia trata os negros e mulatos de maneira "especial" - eu pergunto quem está imitando quem? Certamente pessoas brancas alienadas e negros ou mulatos sob intenso processo de "embranquecimento" vão discordar de mim - que se fodam! Essas "pessoas" são tão ignóbeis, que daqui a pouco serão capazes de cometer o desatino de afirmar que o racismo é uma doença da cabeça de todos os negros. E que tudo não passa de uma paranóia. E o pior é que muitos iguais concordam com essa porra de argumento, e se submetem, não conseguindo insurgir de "múltiplas" maneiras contra tudo isso. A alguns anos atrás recebi umas informações de que alguns grupos cubanos de rep mais contundentes - será que seriam realmente contundentes? Vocês sabem, ditadura é foda!  Seja lá no Caribe, ou aqui mesmo - nos tribunais do tráfico, ou nos de direito) - se portavam de uma maneira mais estadunidense no intuito de provocar o regime. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Esse é um fato bastante interessante. Lembram do meu artigo Pluralidade Doida? Acessem o arquivo dos meus artigos e vejam o quão contraditório é esse mundo. E o rep se espalha atendendo as mais diferentes demandas e/ou expectativas. Nos Estados Unidos, grupos de rep politizados  - esses são raros - estão praticamente em extinção. Utilizam símbolos de Cuba para mostrar que são contra a política que impera em seu país e exaltam os "benefícios" do regime (revolução) na ilha - no Brasil não é diferente.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">De volta à Cuba, penso que certamente os grupos e/ou rimadores mais contundentes sofreram (sofrem) algum tipo de sanção. Falo isso porque, se na nossa ditadurocracia volta e meia acontecem uns "probleminhas", imaginem lá?<br />
Todas as vezes que abordei esse assunto algumas pessoas levaram com ceticismo e afirmavam: em Cuba é diferente. Repressão contra o rep lá não acontece. Lá se pode falar sem temer o sistema e blá, blá, blá. As discussões eram e foram inúmeras com pessoas que se intitulam profundos conhecedores daquele país e alguns até são. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A minha pergunta é: será que eles tiveram acesso ao rep mesmo ou apenas tiveram acesso a sua vertente que é adepta de uma revolta permitida e controlada. Atendendo e fazendo o papel de propagandistas do Estado. Mais uma vez parece o Brasil, onde várias instituições político-partidárias tentam manipular e controlar o rep assim como seus co-irmãos que juntos formam a cultura hip hop. Muitos já foram lobotomizados. Porém, para desespero dos algozes de cérebros, eu resisto! Enquanto eu me preparava para fechar este artigo, me foi enviada uma mensagem que continha informações sobre um festival de rep em Cuba. Acompanhem na íntegra o que me foi enviado e vejam se os meus comentários estão errados ou não tem sentido.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Festival de rap cubano começa com protestos *</span></strong><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><br />
</span></strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"> <br />
<em><span style="font-family:Arial;">"Jovens negros vaiaram a polícia na quinta-feira à noite num show de rap em Cuba, um movimento cultural que vem crescendo explosivamente na ilha comunista economicamente decadente. </span></em></span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Enquanto o rapper Papa Humbertico cuspia críticas à discriminação racial e aos maus tratos da polícia, o teatro ao ar livre na cidade-dormitório de Alamar, repleto de milhares de jovens, vibrou com vaias. Uma faixa aberta atrás do rapper dizia "denúncia social" - uma rara manifestação de protesto em Cuba. Polícia, você não é minha amiga/ para o jovem cubano, você é o pior castigo", dizia Humbertico em seu rap. No show que abriu o Festival Habana Hip Hop 2002, os rappers expressaram sua frustração com a repressão policial, a corrupção no governo e a dura realidade econômica que obriga garotas cubanas a se prostituírem com turistas estrangeiros.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O vibrante movimento rap surgiu em meio à crise econômica que se seguiu à queda da União Soviética, maior aliada cubana, uma década atrás. Jovens, em sua maioria negros, adotaram os gestos e as letras agressivas dos rappers das áreas urbanas decadentes dos EUA. </span></em><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Num primeiro momento, o Partido Comunista (governante) censurou o rap, mas, em seguida, optou por tentar assimilar o fenômeno social crescente, permitindo sua difusão na rádio e TV e organizando um festival anual. </span></em><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Muitos dos mais de 500 grupos de rap cubanos nasceram em Alamar, uma cidade de 300 mil habitantes, em sua maioria negros, que vivem na periferia de Havana em altos edifícios de concreto construídos na década de 1970 para técnicos e operários soviéticos. </span></em><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O rap cubano virou sucesso internacional nos últimos dois anos com o sucesso, na França, do grupo Orishas, de Alamar. O nome vem dos orixás iorubas, venerados na ilha caribenha povoada séculos atrás por escravos trazidos da África. Os rappers cubanos dizem que sua música se espalhou rapidamente porque os jovens negros identificam-se com suas letras, que verbalizam a frustração de uma geração que não viu os benefícios da revolução socialista liderada pelo presidente Fidel Castro, no poder desde 1959".</span></em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><br />
Constantemente vejo as bandeiras Cubanas nas nossas camisetas, as idéias nem sempre bem interpretadas inseridas no nosso dia a dia, tudo assimilado e degustado tal qual os "enlatados" estadunidenses. Sem questionamento. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Enquanto isso, os que lutaram e aqui lutam, comumente são esquecidos e só são lembrados por hordas de idiotas que visam manipular o povo e salvaguardar o que é seu  - será que eles repartem o bolo? </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Muitos falam sobre a questão racial, analisam Estados Unidos e Brasil, apontando Cuba como solução. No final das contas, é tudo a mesma merda. O mesmo desrespeito, o mesmo sofrimento. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Nós devemos ficar atentos às manipulações e buscar soluções que venham atender nossos anseios. Negros ou pretos, sei lá, aqueles que vivem sempre à mercê de vários regimes e interesses têm que acordar ou se deixarem acordar. Em tempos de articulações que visam uma maior organização do Hip Hop brasileiro, todos os adeptos da cultura Hip Hop devem tomar cuidado para não serem apenas massa de manobra ou meros "samples" das asneiras alheias. Estejamos atentos ao que acontece a nossa volta, não nos iludindo com qualquer coisa, com qualquer esmola ou migalha. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">"O grande problema deste país é que várias gerações embarcaram na conquista de um sonho, mas só alcançaram um pesadelo e não querem reconhecê-lo."<br />
 </span><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Alina Revuelta , filha de Fidel Castro</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><br />
*Sombras do Paraíso, Rangel Antônio Bandeira, Editora Record.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">*Fonte: Reuters, 19/08/2002, em Havana</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:7.5pt;font-family:Verdana;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>20/08/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De cálice em cálice]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=88</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:08:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[E aí leitor, beleza? Espero que tudo esteja um pouco melhor que antes - viu como estou otimista? Vo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">E aí leitor, beleza? Espero que tudo esteja um pouco melhor que antes - viu como estou otimista? Você está pronto para mais um artigo? Então vamos, acabei de colocar no som uma fita que não escuto há tempos. A melodia e a letra vão tomando, aos poucos, o ambiente. E vão ao encontro do que eu pretendo abordar: as "idas e vindas" do cerceamento nesse mundo. Essa semana está sendo agitada. Continuo recebendo muitas mensagens em decorrência dos últimos artigos - é bom perceber que pessoas como você, leitor, estão se mobilizando para discutir um tema que é para lá de corriqueiro e importuno.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Claro, digo, escuro, que nada é perfeito, pois ao questionar indivíduos contaminados com o vírus da alienação ou da manipulação, mexo com a capacidade dos mesmos de analisarem o universo ao seu redor e isso os apavora, pois hombridade, discernimento e moral não são características fortes nesse grupo - não sou eu que afirmo isso, são os fatos! É leitor, "eles" não compreenderam o convite à reflexão e à luta por mudança. Presos no egoísmo, só entendem o que é apresentado através da coerção, que muitas vezes se apresenta de forma violenta - isto é uma pena! Realmente uma pena!</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Não peço para concordarem com que eu escrevo, porém peço para pensarem no bem estar comum, afinal não estamos sozinhos nessa vida - temos amigos, entes queridos, e uma infinidade de pessoas que orbitam à nossa volta. Até o ser mais desprezível é querido ou desperta a preocupação de alguém. Até quando nós ficaremos na inércia, à mercê de Desgraçados e Degenerados em geral, que só estão comprometidos com o seu prazer e nada mais? E não me venha com discurso de "nós negros", "nós o povo" ou "nós do Hip Hop"! - Não vou te aliviar só porque tem a mesma cor que eu ou é adepto da mesma cultura. Que se foda! Está provado que o inimigo do Hip Hop está no espelho - eu sempre disse isso, e tomo a liberdade de "samplear" e dar novo sentido ao título de um livro: Quando o Hip Hop despertar, o Brasil tremerá! Por enquanto, o sono está meio pesado - e o pior é que começo a achar que é de propósito. E tudo isso nos leva para depois do fundo do poço - nós já chegamos ao fundo faz tempo. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Penso se existem diferenças entre Torquemada e Garrastazu Medici; entre o "antigo" DOPS e alguma associação de veículos de comunicação com suas estranhas regulamentações; entre "playboys" alienados e "manos" conscientes... Vivemos em um mundo de fachada, onde criticamos, reclamamos e terminamos por reproduzir o que é mais grotesco. Você já leu os desabafos do pessoal do <a href="http://www.mundodarua.com.br/"><span style="color:black;">www.mundodarua.com.br</span></a> na coluna <strong><em><span style="font-family:Arial;">Presença</span></em></strong> do Viva Favela? É ou não é um absurdo o que aconteceu com os caras? Como pode, uma vertente do Hip Hop forte, galgada na democracia, melhor, plutocracia ser rotulada como coisa de "boy"?  Tá certo que grande parte, digo, a maioria dos adeptos da cultura Hip Hop, assim como a maioria dos brasileiros, não tenham acesso à INTERNET, porém, vale frisar que essa grande maioria, seja do Hip Hop ou não, também não tem recursos para comprar revistas estrangeiras e nacionais, CDs a R$ 30, camisetas, calças, TV por assinatura e outros adereços que são igualmente caros - não são nada populares. Não sei se você concorda, mas a maior "playbozisse" são uns indivíduos que parasitam o Hip Hop colocando-o como mera fonte de consumo e modismo, incutindo uma infinidade de merdas na cabeça de uma juventude desesperançosa, que se encontra sem referênciais, sem perspectivas, sem auto estima, à mercê da degeneração H2 estadunidense ou mesmo brasileira - temos os nossos próprios degenerados. Que merda! E é essa juventude que vira presa fácil para o regime. Este se torna cada vez mais forte graças à intensa e constante contribuição dos nossos capitães do mato modernos com seus apetrechos para fuga da realidade. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Penso e (re)penso nas pressões que sofremos ininterruptamente todos os dias para que abdiquemos das nossas posições e dos nossos anseios. Penso no medo que pessoas como eu e você, que está me lendo agora, podem gerar - não o medo de que sejamos violentos, e sim, o medo da nossa inteligência, da nossa articulação, indignação e determinação. É muito mais fácil silenciar do que questionar, se omitir do que lutar ou confundir revolução com simples e fútil degeneração. Escolha o lado coerente.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Sei que sou parte das exceções e não pensem que, ao afirmar isso, estou sendo presunçoso, individualista ou arrogante - só estou querendo dizer que estou na sobrevida. Já são mais de trinta ciclos!</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Muito poucos - e coloquem poucos nisso - que conviveram comigo chegaram próximos dessa idade. Portanto, o melhor que eu faço é pegar um cálice e brindar, brindar, aos que resistem e repetir a letra da música que motivou essa minha escrita:</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Como beber dessa bebida amarga,</span></em><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Tragar a dor, engolir a labuta?</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Mesmo calada a boca resta o peito.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Silêncio na cidade não se escuta.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De que me vale ser filho da santa?</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Melhor seria ser filho da outra.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Outra realidade menos morta,</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Tanta mentira, tanta foça bruta.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Como é difícil acordar calado</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Se na calada da noite em me dano.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Quero lançar um grito desumano</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Que é uma maneira de ser escutado.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Esse silêncio todo me atordoa.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Atordoado eu permaneço atento</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Na arquibancada pra a qualquer momento</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Ver emergir o monstro da lagoa.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Pai, afasta de mim esse cálice</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De vinho tinto de sangue.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De muito gorda a porca já não anda.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De muito usada a faca já não corta.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Como é difícil, pai, abrir a porta,</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Essa palavra presa na garganta,</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Esse pileque homérico no mundo.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De que adianta ter boa vontade?</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Mesmo calado o peito resta a cuca</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Dos bêbados do centro da cidade.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Pai, afasta de mim esse cálice</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">De vinho tinto de sangue.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Talvez o mundo não seja pequeno</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Nem seja a vida um fato consumado.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Quero inventar o meu próprio pecado.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Quero morrer do meu próprio veneno.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Quero perder de vez tua cabeça,</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Minha cabeça perder teu juízo.</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Quero cheirar fumaça de óleo diesel,</span></em><br />
<em><span style="font-family:Arial;">Me embriagar até que alguém me esqueça.</span></em></span></em><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Essa letra que acabou de ler é da música <em><strong><span style="font-family:Arial;">Cálice</span></strong></em>, de autoria de Gilberto Gil e Chico Buarque, e serve para que reflitamos sobre a mordaça, a auto-censura, e a censura que paira no dia a dia, no universo Hip Hop e afins. Não podemos e não devemos nos submeter - nunca. Que os resquícios do "sistema" sejam alijados do nosso "sistema". O despertar se torna necessário, se não a capitulação será inevitável. E muitos segmentos já capitularam - lembre que os primeiros passos são a alienação e a  falta de compreensão daquilo que nos atinge em cheio.</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"></p>
<p style="margin-bottom:12pt;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>13/08/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Eles" destruíram o Rio]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=87</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:06:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em decorrência da minha última publicação, estou recebendo várias mensagens e em uma delas veio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Em decorrência da minha última publicação, estou recebendo várias mensagens e em uma delas veio um artigo publicado por Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília. Onde ele critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas e suas quadrilhas. Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro". </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Claro que os desgraçados citados não aceitaram esse desafio, ficaram nas sombras se alimentando do sangue, medo e angústia da parcela majoritária da população - diga-se de passagem negra - que se encontra a mercê das "violências", as praticadas a partir de armas de fogo ou das canetas. Não importa, ambas causam o mesmo estrago e o resultado é a alienação e/ou silêncio. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Confesso que para mim foi muito importante perceber que a discussão começa a pegar fogo e uma outra visão enfim pôde ser apresentada, sem hipocrisia ou dissimulações. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Quero agradecer a força dada pelo pessoal do Bocada Forte e do Real Hip Hop - sem o apoio de vocês e de todos aqueles que me enviaram e me enviam mensagens, o pavio a essas alturas não estaria aceso. O Hip Hop não pode ser omisso, quero dizer, uma parcela do Hip Hop não pode ser omissa - a outra não tem jeito, só reproduz o que já está em vigência, é descartável. Portanto, peço que todos acompanhem com atenção o texto a seguir e reflitam: </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><strong><span style="font-weight:normal;font-family:Arial;">Eles ajudaram a destruir o Rio</span></strong></span><strong><span style="font-size:8pt;"></span></strong></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">"É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas. Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias. Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por<br />
extensão. Achavam o máximo. Era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto. Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta e cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade. Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado. São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas duas últimas décadas venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro. Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes." </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Publicado no Jornal de Brasília por Sylvio Guedes </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><span style="font-family:Arial;"><em>"Se ficar calado fosse sinônimo de segurança com certeza só haveria silêncio"</em></span></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;">Pensamento de origem árabe.<span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;"> </span></span></p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri </strong><span>– Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a><strong> </strong></span><span> </span>&#124; <strong>02/08/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span>                                        </p>
<p><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desgraçados]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=86</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 19:01:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu poderia continuar falando - e vou continuar - sobre qualquer ato de violência. Porém, este arti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Eu poderia continuar falando - e vou continuar - sobre qualquer ato de violência. Porém, este artigo é especialmente direcionado aos Desgraçados que insuflam essa situação, que financiam. Falo de vocês, usuários de drogas ilícitas, mais conhecidos como viciados ou doentes, sei lá. São vocês, Desgraçados, que, na ânsia de saciar o seu prazer ou em alguns casos de aliviar o sofrimento, despejam muito dinheiro em um dos maiores filões comerciais do mundo. É a partir daí que se inicia a corrida armamentista que abarrota regiões carentes de tudo, com sua imensa variedade de armas e calibres que ensurdecem as noites e aterrorizam os dias levando o medo e a morte. Mas vocês não moram lá, né? Se bem que muitos Desgraçados moram... </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">São vocês, Desgraçados, que quando não têm mais onde adquirir recursos vão roubar os outros nos sinais, vão roubar trabalhador em ônibus. São vocês que, de pouquinho em pouquinho, corrompem a secularmente corrompida polícia. E vocês estão trabalhando em causa própria. São vocês, Desgraçados, que fingem e brincam de fazer revoluções a partir de colégios, universidades, partidos, mas na verdade querem apenas se divertir com suas drogas e depois quando alcançarem seus objetivos (se é que têm) instantaneamente esquecerão o que fizeram e engrossarão as fileiras (calma, não estou falando de coca - se contenham) daqueles que oprimem. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Desgraçados, vocês formam o grupo social mais sectário e fascista, para vocês todos devem ser doentes, as suas relações de amizades são construídas baseadas no escambo de substancias entorpecentes, sem elas não existe amizade, sem elas não existe respeito. Desgraçados, não pensem que sou contrário à sua existência, faça da sua vida o que bem quiser, apenas tenham a noção de que esse estado de caos em que vivemos existe graças principalmente a vocês. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Quantos Desgraçados em toda a sociedade se indignam com os atos de violência, não é verdade? Eu pergunto: será que os Desgraçados vão deixar de financiar o(s) crime(s)? Será que conseguem fazer abstinência? Penso que não. Costumo dizer que uma cheirada é uma vida, que um bagulho é uma vida. Não estou falando na vida de quem usa - quero que vocês se fodam! Falo de uma infinidade de mortes - abram os jornais nas páginas policiais e se orgulhem dos seus feitos. É, seus Desgraçados! Como diz a letra da música O conivente - "Se fossem só vocês, eu nem ligava". Porém, não podemos e não vamos nos render a vocês. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">São vocês, Desgraçados, que levam a morte, sei que vocês estão em todas as partes, em todos os cantos e setores da sociedade. São policiais, advogados, juizes, jornalistas, comerciantes... Não importa - quero que se fodam! Não estou nem aí. Quando um ente querido seu for vitima da violência, pense um milhão de vezes antes de abrir esta merda de boca para reclamar de alguma coisa. Não adianta fazer barulho. Vocês são cúmplices desses atos, seus Desgraçados! </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Na hora que o esquife de um ente querido estiver para ser fechado, chegue no ouvido dele e peça perdão por ter sublimado a vida dele. Os Desgraçados que têm dinheiro negociam a liberdade e continuam empurrando muitos para a economia informal e para a mira dos esquadrões da morte. É, são esses, os desprovidos de informações e desesperançosos pela falta de oportunidade de uma vida digna, que terminam por abarrotar as prisões, digo os depósitos de gente, onde a sociabilização é algo praticamente impossível.</span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Um certo dia, eu conversava com um Desgraçado conhecido meu sobre uma manifestação que ocorreu na Zona Sul do Rio pela discriminalização da maconha e perguntei se ele tinha participado. A resposta dele é uma amostra de como é o pensamento da maioria Desgraçada. Ele disse: "É ruim de eu ir numa parada dessas... O que eu vou falar na minha universidade, no meu estágio, para a minha família... É ruim, hein! Eu quero mais é que a policia enfie a porrada naquela playboyzada filha da puta..." Observaram como é impressionante? O indivíduo em questão está se formando em Direito e tem como meta concorrer a concursos públicos. Fico pensando: É assim que nasce o pior dos "reaças". Imaginem ele como delegado, ou melhor, juiz. Pensem como a caneta será pesada. Imaginem esse indivíduo julgando um traficante oriundo de comunidade de baixa renda - será que ele lembrará que é cúmplice? Ao questioná-lo sobre a sua fala iniciou-se um verdadeiro debate. Ele tentou argumentar que o teor do principio ativo da maconha, conhecido como THC (Tetra Hidro Cannabinol) era praticamente inofensivo, me disse que o teor era de 3%. Falei que esse teor era nos anos 60 e que, hoje em dia, chega a cerca de 68%. Portanto, não é tão inofensivo. Tentou argumentar sobre o cânhamo... </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Tive que responder que sabia das propriedades do cânhamo e que a não-utilização dessa fibra se dá pela pressão de diferentes setores da industria estadunidense, pois se faz praticamente tudo com essa fibra. Aliás, ela foi muito usada na segunda guerra mundial. Enquanto eu falava, ele me olhava bolado e me brindou com a seguinte pérola - você já usou? Respondi que não. Então, ele disse: por que você se interessa por esse assunto? Eu disse que a minha porrada tem que ser fundamentada. Ele me perguntou se eu era contrário à discriminalização da maconha, eu respondi que era, e que só era favorável à sua legalização, pois essa lei que entrou em vigor agora foi feita com o intuito de salvaguardar aqueles que têm mais recursos - é a legitimação da impunidade. Os legisladores legislam em causa própria - amanhã, de repente, um filho é detido com drogas, quem sabe... Voltando para os que sofrem. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Desgraçados, como vocês se sentiriam ao terem suas casas invadidas, sua família à mercê do Deus dará, sem ter a quem recorrer? Como vocês se sentiriam? Não vale responder sob o efeito de substâncias psicoativas. Desgraçados, não pensem que sou contrário à sua existência. Tenho muitos conhecidos nessa mesma condição, uns entendem a minha argumentação - para mim, isso é muito bom, pois mostra que os neurônios que sobraram neles são os que movem, mesmo que de maneira diminuta, a razão. Outros ficam meio bolados, mas têm que ouvir, pois eles, mais do que ninguém, devem primar por um estado democrático, onde se tenha liberdade para discutir e questionar. É como eu disse anteriormente: façam da sua vida o que bem entender. </span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Apenas tenham a noção de que esse estado de caos em que vivemos existe graças principalmente a vocês. A manutenção da conduta de vocês fará com que o viver em paz fique cada vez mais longe. Será que vocês estão preparados para o que virá? Muitos pensam como eu. Desgraçados ou não, enviem seus comentários para: <a href="mailto:def.yuri@gmail.com">def.yuri@gmail.com</a> Lembrando que todos os artigos publicados nesta coluna são de minha inteira responsabilidade. Portanto, estou aí, utilizando a liberdade de expressão do hip hop que transcende qualquer outra - isenta e sem medo.</span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> </span><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">– Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> <span style="color:black;">&#124; <strong>31/07/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Direito de matar]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=85</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 18:46:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[Cada vez fica mais nítido que a população excluída tem e deve exercer o seu direito de matar a f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Cada vez fica mais nítido que a população excluída tem e deve exercer o seu direito de matar a fome - sem pena e sem medo. Até quando nós ficaremos de braços cruzados? Não agüento mais ver tanto sofrimento, tanta dor. Nós temos que agir o quanto antes, todos os instrumentos de informação e ação devem ser usados, pois o inimigo é muito forte. Mas, e daí? Que se foda! Vamos em frente, vamos ao ataque! </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O direito de matar é válido para aqueles que não querem ser mortos,  o direito de matar a fome deve entrar em vigor o quanto antes. A fome deve ser morta. É foda ver pessoas em lixões ou nas ruas revirando latão de lixo em busca de alimento, em busca da subsistência para os seus entes queridos. Você que lê este artigo já enfiou a mão em alguma lixeira para comer alguma coisa? Não? Imaginem: uma carne quase podre misturada com frutas e outras coisas indefiníveis... Pensem no sabor dessa carne após uma boa dentada. Aquele gosto misturado meio salgado, meio doce, vindo com aqueles vermes que ficam se mexendo dentro da sua boca, descendo pela sua garganta... Sem falar no cheiro, nos olhares de reprovação. Vocês estão imaginando? Estão com vontade de vomitar? Não, por favor! Não vomitem agora. Não agora... </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Isso que acabo de descrever é uma constante nesta porra de país. Transforme essa sua ânsia de vomito em ajuda - movimente-se! Vamos possibilitar que pelo menos uma pessoa que passe por essa provação tenha uma alimentação que seja digna ou pelo menos bem próxima disso.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Em hipótese nenhuma estou dizendo que vocês leitores são obrigados a ajudar, mas peço que pelos menos reflitam sobre o que eu falo, e façam aquilo que estiver a seu alcance. Façam vocês mesmos, e foda-se se chamarem isso de assistencialismo. Uma sopa, um pão já são um bom paliativo para quem vive nessa situação. Não podemos esperar que o governo (que governo?), as igrejas ou outras pessoas fiquem sós com essa responsabilidade. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Vamos agir, o hip hop não é foda? Não faz e acontece? Então, se desconfiamos de pessoas ou organizações que fazem esse trabalho devemos ter hombridade e assumir essa luta pelo direito de matar a fome. Alguns do hip hop esquecem das mazelas sofridas pela maioria - chega de reproduzir o mal-falado sistema. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Essa cultura não é popular? O hip hop deve estar e agir onde o povo está. A matriz dessa cultura já não é exemplo de nada e "nós" fazemos a diferença - somos a diferença.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Não adianta fugir ou entrar em depressão. Pois as coisas se já não estavam boas, agora então... E que se faça valer o direito de matar a fome para que possamos celebrar a vida.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;">"Na hora de decidir muitos tremem."</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>23/07/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri </strong></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lutar e lutar]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=84</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 18:43:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lutar! Uma expressão forte que para mim significa transpor todos os obstáculos e oponentes em busc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Lutar! Uma expressão forte que para mim significa transpor todos os obstáculos e oponentes em busca de um objetivo - seja este individual ou coletivo. É dar murro em ponta de faca e acreditar que, mesmo nas situações mais adversas e perante o intransponível,  o objetivo (meta) será atingido, tudo isso movido a determinação, obstinação e esperança. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Vocês já pararam para pensar quantos lutaram, lutam ou lutarão para que possamos coexistir e persistir nesse sonho de uma verdadeira mudança?  </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Às vezes, lutar dói - e como dói... Às vezes, essa dor dilacera a alma: é a dor das lembranças da escravidão, das torturas sem fim nas suas constantes idas e vindas, do descaso, da impotência perante o <em><span style="font-family:Arial;">mundo real </span></em>que transcende o <em><span style="font-family:Arial;">surreal</span></em>, do comprometimento forçado... Quase sempre essa dor nos leva às lágrimas (que não são as da derrota). </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Esse <em><span style="font-family:Arial;">mundo </span></em>é habitado por centenas, milhões de pessoas que formam uma massa excluída de tudo. E, quase sempre, <em><span style="font-family:Arial;">isso tudo </span></em>ou <em><span style="font-family:Arial;">tudo isso </span></em>é ignorado por uns poucos... e esses poucos estão no (s) controle (s). Será que eles, na sua promíscua fusão, conseguirão impedir a insurreição dos descontrolados? Esse descontrole é lutar ou lutar. Só os dominados, alienados, desgraçados e coniventes são insensíveis a isso. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O despertador já tocou faz tempo - o sono do medo é poderoso, porém é possível finalizar morfeu com um <em><span style="font-family:Arial;">arm-lock </span></em>ou amassa-pão e enfim acordar - basta querer ou entender que a indignação deve ser exposta e usada não só como combustível, mas também como antídoto. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A ordem de todos os dias deve ser lutar e lutar sem trégua. Vez por outra, lutamos em coletivo (não, eu não falo de brigas em ônibus).  Porém, isso não significa que estejamos livres da solidão, também não significa que estejamos sós. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Cada indivíduo é uma força e. se uma conjunção de forças for criada e o foco bem direcionado, como dizem nas ruas do Rio, <em><span style="font-family:Arial;">um abraço!</span></em></span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Então deixem de frouxidão, vamos lutar para viver, viver para lutar, a ordem não importa. O mais importante é a ação, é a atitude... Devemos resistir a tudo aquilo que nos oprime, sem receio de sermos mal interpretados, sem receio de que esse ato seja uma sentença que nos condene por lutarmos pelos nossos sonhos.  </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Os nossos sonhos não podem ser impedidos, e as lutas, como disse anteriormente, são sem trégua.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;">"As nossas rimas se transformam em pedras, e essas pedras abrem os caminhos a serem percorridos. É a resistência contra a força, é a força da nossa resistência."</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>17/07/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E Deus contra todos]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=83</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 18:40:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
<guid>http://defyuri.wordpress.com/?p=83</guid>
<description><![CDATA[Enquanto me preparava para continuar retratando os bastidores da nossa guerra insana, me vem à cabe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Enquanto me preparava para continuar retratando os bastidores da nossa guerra insana, me vem à cabeça a lembrança de um artigo que eu não cheguei a publicar e que narrava um episódio ocorrido na Vila Cruzeiro, o mesmo lugar do assassinato mais badalado do momento, destaque no mundo inteiro. Só um episódio em que as vítimas são conhecidas pode fazer com que o governo se mobilize. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Digo isso por que acabo de saber da criação de um parque ambiental no Complexo do Alemão e outros "benefícios" - tô de saco cheio desses paliativos que anestesiam ainda mais a nossa população, tirando do foco os principais problemas: saúde, educação, Justiça, trabalho... Mergulhem no texto e visualizem as cenas que descreverei a seguir: domingo, 23 de setembro de 2001, comunidade da Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio de Janeiro. Aqui está sendo realizado um evento chamado   "Conexões urbanas", em que vários artistas se apresentarão. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O campo de futebol está lotado de crianças que participam de uma programação preliminar. Até então, essa atividade seria impensável. A alegria da criançada foi a única coisa que desviou momentaneamente a minha atenção, pois estava trabalhando na produção do evento e isso era um incentivo a mais para mim. De repente, chama a minha atenção a passagem de um comboio da Polícia Militar - três viaturas. Pensei: "Vai dar merda!". Não deu outra.<br />
Em um segundo, o barulho das crianças é abafado pelo som das rajadas: o cenário de festa agora se transforma num cenário de pânico, o isolamento do palco foi invadido e a correria não pára, crianças desesperadas, idosos tentam fugir. A revolta é total... </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Os policiais se mostram muito preparados, preparados para apavorar a população que vive refém de atos como esse. A produção do evento foi falar com os policiais sobre o que acabara de ocorrer e os policiais alegaram que sofreram uma agressão a tiros por parte dos traficantes, que estariam no alto das lajes. Só que as lajes estavam repletas de famílias que assistiam ao evento e de um grupo de policiais! Logo, penso que estariam os policiais trocando tiros com eles mesmos? Ou vale a máxima "atire primeiro e pergunte depois"? Essa é a única explicação. A gritaria era grande, os nervos à flor da pele. Pelos rádios, os que trabalhavam na produção foram avisados de que, no extremo oposto ao local do evento, a coisa também estava séria. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">No caminho, percebi que o número de policiais era enorme para uma ação não-pensada - mais de trinta homens com toda certeza. Alguém tenta dialogar, mas os agentes da autoridade policial se mostram avessos a qualquer negociação. A comunidade continua assustada e o clima para lá de tenso. Um rapaz chegou a ser preso porque estava demorando a manobrar o carro - sabem a alegação? - Desacato à autoridade! </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A imprensa começa a chegar. As coisas vão se acalmando, já se passaram uns 50 minutos desde o inicio do "show" promovido pelos policiais - e, como dizem, o show de verdade tem que continuar. Este é só mais um dos milhares de casos de violência que traumatizam a nossa população. E ainda dizem - se Deus é por nós... deve ser a tal da esperança.</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri </strong><span>– Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a><strong> </strong></span><span> </span>&#124; <strong>11/07/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade de expressão]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=82</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 18:35:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
<guid>http://defyuri.wordpress.com/?p=82</guid>
<description><![CDATA[
Vivemos um momento bastante difícil aqui no Rio de Janeiro. Aliás esse momento se tornou visível]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;"></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Vivemos um momento bastante difícil aqui no Rio de Janeiro. Aliás esse momento se tornou visível para parte da mídia agora. Aqui onde vários direitos, que se antes já não eram respeitados, agora então... Vou focar minha escrita no direito à liberdade de expressão. Para aqueles do Hip Hop que comungam das minhas idéias esse é o maior do direitos – sem um arremedo deste nós não temos nada e não fazemos nada. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">O Hip Hop contestador sempre lutou e defendeu a liberdade de expressão. Só aqueles que já foram cerceados sabem o que é. Só aqueles que foram alvos dessa violência sabem dar valor. Por experiência própria eu digo e afirmo - quando a situação fica crítica é que vemos quem é quem, e quem está comprometido com o Hip Hop e com o povo, não com outras coisas.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Em cerca de três dias, consegui junto ao Viva Rio e ao Espaço Criança Esperança estrutura para reunir alguns dos principais grafiteiros do Rio de Janeiro num ato pela liberdade de expressão, realizado no último sábado dia 15 de junho, com a presença de outros segmentos da nossa cultura. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Transcendendo alguns "percalços", o evento aconteceu e foi possível ver quem é quem, quem está se "locupletando" do Hip Hop e quem tem "tutano, disposição e consciência". </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Falarei somente dos últimos, pois estes são dignos de respeito e poderão contar comigo sempre . Esse pessoal foi chegando ao local do evento em momentos diferentes e logo arrumando um espaço no imenso muro.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Não é preciso dizer que, concedida a oportunidade, esses guerreiros do spray fizeram da indignação obras de arte , conseguindo transformar o que já foi expresso nas rimas do REP, em imagens. Eles, somados ao moradores, foram pintando um imenso mural na comunidade do Cantagalo, Zona Sul do Rio de Janeiro.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Lá, no meio de intensa agitação, cercado por jornalistas de praticamente todos os veículos de comunicação, falei e falei sobre a liberdade de expressão, explicando que o mural é dedicado ao direito de se cobrar justiça para todos os casos de violência no Rio de Janeiro. Era dedicado aos milhares de Tim’s que morrem todos os dias nas mãos da polícia ou do tráfico, que são os dois extremos, não do tão propalado e inexistente "poder paralelo", mas extremos do único poder existente, que em adiantado estado de decomposição exerce múltiplas funções – o bem e o mal, o certo e o errado. Esse <em>Estado</em> que trafica, que consome, que corrompe e é corrompido. Esse <em>Estado</em> de caos financiado adivinha por quem? Pelos desgraçados, digo, usuários . </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Parabenizo todos vocês, do Hip Hop ou não, do asfalto ou das comunidades, trabalhando ou não, todos que transpuseram a "omertá" para estarem presentes e mostrarem que acreditam realmente naquilo que pregam, que acreditam no Hip Hop e numa verdadeira transformação – meu muito obrigado e parabéns. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">"Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder; prefiro ser feliz embora louco, que viver conformado".</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Martin Luther King Jr</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Aos grafiteiros: </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Thomas, Rafael, Carranca e demais integrantes do Flesh Beck Crew, Airá "ocrespo", Ment, Braga, Chico e demais da Nação Crew, Acme (representa o Hip Hop no complexo do PPG/ Pavão, Pavãozinho e Cantagalo), Jairo (Z.O), Mário, Pandro e demais integrantes dos Artistas Urbanos Crew; Pipoca (também representando o PPG ) e outros, que mesmo anônimos mostraram disposição:</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A alguns poucos rappers:</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Mister Zoy (quem diria, sempre criticado, mas, na hora em que o bicho pega, mete a cara.) , Gás-pá (não preciso falar nada), Profeta e Protestante (Descendentes da Ralé – atitude!), ND (pelo menos foi), Fábio ACM (está apre(e)ndendo como a luta é difícil), Luc (GBCR ): </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Aos vários aficionados pela cultura Hip Hop de Atitude e Resistência: Valeu por trocarem um dia de descanso para prestigiar essa iniciativa. </span></p>
<p></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;">Autor: <strong>Def Yuri</strong> – Publicado no <a href="http://www.vivafavela.com.br/">www.vivafavela.com.br</a> &#124; <strong>04/07/2002</strong> &#124; Seção: <strong>Def Yuri</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:8pt;color:black;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobrevivendo ao jogo]]></title>
<link>http://defyuri.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 18:32:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Def Yuri</dc:creator>
<guid>http://defyuri.wordpress.com/?p=81</guid>
<description><![CDATA[Sobrevivendo ao jogo
Domingo. Início da madrugada, sem sono, sem nada para fazer, resolvi ver ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom:12pt;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Sobrevivendo ao jogo</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Domingo. Início da madrugada, sem sono, sem nada para fazer, resolvi ver "Sobrevivendo ao jogo", filme que conta com a participação do rapper estadunidense Ice T, no papel de Mason , contratado para ser caça de uns loucos, que tinham como hobby caçar seres humanos. <span> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">A historia é a mesma de sempre: o intrépido herói derrotará gregos e troianos para conquistar sua liberdade e para isso utiliza diversas técnicas de sobrevivência. Ao acompanhar o filme, pensei – caralho bem que esse Mason poderia ter nascido no Rio de Janeiro, onde milhões de cariocas têm que sobreviver aos múltiplos fanáticos que compõe e fazem o gerenciamento desse estado necrosado. E podem apostar: no quesito sobrevivência, nós cariocas somos imbatíveis ! E lá se foi o Def madrugada a dentro, escrevendo, escrevendo e escrevendo... </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Tentando traduzir a rotina e as mazelas do carioca para aqueles que acompanham essa coluna. Certamente enquanto eu escrevia o prédio da prefeitura estava sendo alvo de um "ataque de traficantes". Confesso que não boto fé na origem dessa ação – ela esta mais para grupos demenciais que agem com o objetivo de desestabilizar e/ou desmoralizar governos. Penso que "agentes" sem nenhum temor e respeito pela lei oficial e realmente determinados seriam mais "criativos" e "mortais" em uma ação desse porte. Foi uma ação típica de holofotes - nesse aspecto eles foram bem. Já no objetivo de guerra declarada e demais notícias expostas diariamente na mídia , sob essa ótica , penso ser coisa de amador, é tudo muito certinho, pensado e até "romântico". Bem, muitos acreditam em tudo... </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Em época de campanha eleitoral "alguns" fazem de tudo para conquistar seus objetivos, não importa a maneira. Não importa o estado de pânico em que a população fica, e depois essa mesma população vai e vota nesses genocidas. Anotem aí: já posso até prever os próximos capítulos – tiroteios causarão pânico em túneis ou blitz de traficantes fecharão grandes avenidas. Ataques a órgãos de imprensa – um tiro, quem sabe uma bomba caseira. Histeria coletiva, discursos inflamados. Aumento da procura por dispositivos de segurança e por aí vai. Serão as mesmas ações de sempre que se repetirão nesses períodos pré-eleitorais e se os pútridas ou simplesmente filhos-da-puta conseguirem atingir seus objetivos, então teremos uma calmaria momentânea. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Enquanto isso as legiões de "desgraçados" que são os principais acionistas da violência, continuarão sua "batalha" diária pelo prazer de cada baseado apertado, de cada tirinho de cocaína. Cada "fortalecimento" leva consigo uma grande dose de outras vidas, se fossem apenas esses "desgraçados" que se fodessem, eu nem falava nada, porém não é o caso... Esses "desgraçados"! Numa próxima oportunidade publicarei um artigo inteiro dedicado aos "desgraçados". Agora exponho alguns comentários que me foram enviados em decorrência dos meus dois últimos artigos. Em breve publicarei mais .</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">De : Danielle Reule</span></strong><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Def Yuri,</p>
<p>- o aumento da violência no Rio se deve, principalmente, ao poder crescente dos traficantes;<br />
- os traficantes se armam com a grana que recebem do tráfico ;<br />
- o tráfico só sobrevive porque existem pessoas para comprar as drogas, os<br />
usuários;<br />
- os usuários, em sua maioria, são de classe média e alta;<br />
- o usuário, seja de que classe for, mesmo o que "fuma e cheira<br />
socialmente", indiscutivelmente, financia o tráfico; - financiando o tráfico, o usuário dá mais poder e dinheiro aos bandidos que<br />
espalham a violência que aí está;<br />
- o traficante, financiado pelos usuários, mata pessoas como o jornalista Tim Lopes... cuja maioria dos colegas de trabalho é usuário de drogas e tem a cara de pau de cobrar providências das autoridades...</p>
<p></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Conclusão: quem compra e usa drogas financia o tráfico, financia a violência. E nesse grupo não estão apenas adolescentes em crises existenciais. Estão policiais, médicos, advogados, jornalistas, empresários, artistas e políticos. Enquanto essa hipocrisia reinar, a paz não terá uma chance.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">De : Luciane Duarte</span></strong><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Def Yuri, depois de ler seu último artigo, faço os seguintes comentários:</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Uma coisa que eu tenho observado ultimamente foi interesse repentino que apareceu na Globo em mostrar a violência nas favelas cariocas. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Desde sempre eu escuto tiros entre os morros perto da minha casa, pra mim e para a maioria da população isso não é novidade nenhuma. Tem época piores, aonde os tiros rolam todos os dias e que pelo barulho se percebe tratar de armas mais pesadas e tem dias mais tranqüilos apenas com pequenas rajadas de metralhadoras e dias também que se não ouve nada. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">"Coincidentemente" quando a Bené (PT) assume o estado, aparecem câmeras escondidas em morros, mostrando a galera armada de fuzil, moradores fugindo com medo (essa cena até está registrada no filme Orfeu, portanto não é nenhuma novidade!) e outras coisas mais. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Coisas que não são novidades para ninguém que mora no Rio de Janeiro. Será que eles só descobriram isso agora? Esse poder paralelo nos morros do Rio acontece a muito tempo, hoje em dia não está nem melhor nem pior do que antes.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Quanto ao caso do Tim Lopes, tirando o sensacionalismo da Globo, não acho legal essa "justiça" paralela que julga, condena e executa. Seja com ele ou com o cara que é morto por ter roubado uma bicicleta na comunidade. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Me faz lembrar a época da inquisição aonde as pessoas eram queimadas por conveniência da Igreja Católica. O tempo passa, os métodos mudam, mas a história é a mesma sempre...</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Também não acredito no estado paralelo, concordo com o que ouvi do Rubem César do Viva Rio em uma entrevista, que existe uma anarquia paralela, um poder sem comando, que vale a lei do mais forte, aonde num duelo entre traficantes, polícia e população, nem é preciso dizer quem sai perdendo.</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Todos nós realmente temos a nossa parcela de culpa, principalmente na hora do voto e é muito fácil ficar em casa reclamando que o Rio de Janeiro está um merda, que a culpa é do fulano ou beltrano, ou então ouvir o nosso prefeito dizer que a polícia tem que invadir as favelas atirando, e se morrerem um ou dez, não faz diferença, o importante é proteger a sociedade.... e o pior é que tem gente que concorda com ele...</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">De: Adriana Botafogo </span></strong><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Violência: Qual é a novidade?</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Fico muito preocupada com a criminalização de pessoas pelos meios de comunicação. A mídia é capaz de criar vilões, heróis, galãs em pouco tempo e explorar sua imagem enquanto ainda dá IBOPE. Mais o que mais me preocupa em tudo isso é a nossa falta de senso crítico em alguns casos. Não basta ler uma matéria no jornal ou assistir a um noticiário televisivo, mas ter opinião própria a respeito do assunto. Essa violência sempre existiu, não é novidade. não entendo porque toda essa exploração pelos meios de comunicação. Ou entendo, é claro: 2002 é ano de eleição. </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Chumbo Grosso</span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">É o poder da televisão. Quantas coisas foram denunciadas, investigadas e esquecidas. Quer exemplos: Palace II, quentinhas, Candelária, Vigário Geral, etc. E quem determina o que é a ética? Não é o grupo que a utiliza? Na minha opinião os papéis estão meio invertidos nessa sociedade. Deve-se cobrar ética da polícia, dos governantes e não de bandidos. Quando era criança e brincava daquele velho jogo de infância, Polícia e Ladrão, sempre escolhia o lado da polícia. Hoje eu teria dúvidas! </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">De: Gil - Bocada-Forte </span></strong><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">E aí Def , firmeza? Parabéns! </span><span style="font-size:8pt;"></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Arial;">Resolvi escrever algo sobre os seus dois últimos textos. </span><span style="font-size:8pt;"></s